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Meu primeiro jejum Ekádashii (34 horas)

July 8, 2020

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Carta de uma yogini para uma amiga

 

 

 

Querida amiga,

 

Estou preocupada com você ultimamente. Mesmo à distância, tenho notado seu desânimo e certa amargura ao falar das situações e das pessoas. Cansaço do mundo e seus habitantes?

 

Acredite, o planeta vai sobreviver a mais esta guerra. Se estaremos melhores ou não enquanto humanidade após a pandemia, só o tempo dirá. Acredito que sim. Mas isso não importa agora. Nosso papel é cuidar de nossos microcosmos: nosso corpo, nossa mente, nossa casa, nossa família, das pessoas próximas que podemos ajudar como for viável... Cada um fazendo o seu dever de casa.

 

Mesmo nas situações mais difíceis é possível encontrar leveza.

 

Vou te falar uma coisa muito sincera, que só uma amiga que te conhece bem e te ama muito poderia dizer. Talvez esteja faltando espiritualidade na sua vida. Não falo de fé nem de religião, mas de estar em contato com a dimensão mais sutil do nosso ser. O famoso caminho do meio, onde tudo está certo, onde tudo faz sentido. A sensação ali é de pertencimento.

 

Quando nos afastamos dessa dimensão mais sutil do nosso ser, da nossa verdadeira essência, fatalmente experimentaremos a sensação de desamor, solidão e desespero.

 

Esse caminho do meio precisa ser compreendido. Não significa viver em um “cabo de guerra” com a permissividade e a penitência. Por exemplo, comer hambúrguer com batatas fritas hoje e se matar na academia no dia seguinte pra queimar as calorias. Essa compensação até faz sentido do ponto de vista “matemático”, mas se não houver gentileza com você mesma no ato de comer e no ato de malhar, caminho do meio não há.

 

Se você come o hambúrguer cheia de culpa e quase se mata de tanto malhar no dia seguinte com raiva de si mesma, de que serve aquele momento de prazer?   

 

No ponto do meio aprendemos a ser gentis com as nossas fraquezas.  

 

Não levamos os momentos difíceis tão a sério porque sabemos que “vai passar”. E aproveitamos os bons momentos de verdade, sem culpa e sem medo, porque “também vai passar”.

 

Bom, isso tudo parece muito abstrato, mas não é. Só que, para compreender o sutil é preciso praticar o sutil. Pouco a pouco, o bem estar de quem se sabe completa vai tomar conta de você, independentemente do que estiver rolando lá fora.

 

Então, como começar a praticar o sutil? Pelo mais simples. Comece de fora pra dentro: alimentação leve e prática diária de ásanas (posturas de yoga). Sem radicalismos, não tente buscar a perfeição. O sutil clama pelo sutil e, naturalmente, sem esforço, você vai fazer escolhas melhores, no seu tempo.  

 

Quando estamos muito ansiosos, a prática de ásanas é um santo remédio! As posturas de yoga são psicofísicas, ou seja, elas proporcionam uma massagem nas nossas glândulas endócrinas e equilibram nossos hormônios. Consequentemente, nossas emoções são equilibradas.

 

Praticar ásanas com consciência, observando as sensações do corpo e a respiração, proporciona benefícios físicos imediatos. Mas a prática regular é realmente transformadora. A angústia se dissolve e você ganha cada vez mais clareza, força, leveza, coragem...

 

A partir daí, você vai querer fazer outras escolhas na direção do sutil, do caminho do meio, que é um estado de contentamento, e não um ponto conflituoso entre autoindulgência e autoflagelo.

 

Não existe felicidade sem espiritualidade.

 

Confia em mim?

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