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Meu primeiro jejum Ekádashii (34 horas)

Hoje quero compartilhar a experiência que tive com meu primeiro jejum Ekádashii, praticado pelos yogis indianos “desde sempre”, com base no calendário lunar. Funciona assim: você faz a última refeição no início da noite anterior, passa o dia seguinte inteiro sem comer nem beber nada e volta a se alimentar na manhã do próximo dia. Ou seja, são jejuns longos (mais de 30 horas) e, de preferência, a seco (sem ingestão de qualquer líquido).

 

Comecei às 20:30h do dia 15 de junho e quebrei o jejum às 6:30h do dia 17 (hoje) com uma grande quantidade de água morna, limão e sal para fazer uma lavagem intestinal intensa. Foram 34 horas sem comer nada. Mas não consegui ficar 100% a seco. Bebi pouca água em alguns momentos mais críticos.

 

Se você acha que é maluquice, saiba que eu também achava! Aliás, tinha o maior preconceito com qualquer tipo de jejum até abrir a mente, escutar pessoas de confiança sobre o assunto e estudar melhor a respeito. Jejum é limpeza, purificação do corpo e, consequentemente, da mente. Definitivamente, não precisamos de toda a quantidade de comida que a indústria alimentícia quer nos fazer acreditar.

 

Bom, no último domingo, dia 14 de junho, participei de mais um retiro on line da UNA Meditação e o tema foi, resumindo bastante, como buscar o bem estar físico e mental através de práticas sutis. O assunto “jejum” foi abordado pelo querido Taruna Deva e senti que havia chegado o momento de encarar meu primeiro Ekádashii, sobretudo por estar passando por um momento pessoal de busca de clareza.

 

Eu quis me desafiar a cortar todas as distrações, inclusive comida e bebida, para alcançar um estado de percepção pura. Ao decidir, já comecei a sofrer de ansiedade! Posso garantir que a véspera foi muito pior que o jejum.

 

Sabia que lidar com a fome em si não seria meu maior desafio, porque já como muito pouco naturalmente. Apesar disso, gosto de comer! As refeições para mim representam pausas recreativas na rotina diária. São como respiros no meu dia! Momentos de carinho, quase ritualísticos, que tenho comigo mesma. Então, estava certa de que só conseguiria fazer o jejum se planejasse um dia inteiro de práticas espirituais: yoga, meditação, leitura voltada para o crescimento espiritual, mantras...

 

E assim fiz. Deu certo! Consegui e estou muito feliz. Se perceber “sem apoios” é assustador, mas é nesse vazio que nos aproximamos da nossa real identidade, livre de limitações. Tive muitos insights importantes nessas 34 horas.

 

Os momentos mais críticos em termos de fome foram 12h e 18h, mais ou menos nos horários das refeições principais. Nesses momentos, pratiquei yoga suave com atenção plena em tudo o que acontecia dentro do meu corpo. Consegui perceber os batimentos cardíacos e a circulação durante as posturas com muito mais clareza. E também a massagem nos órgãos internos com a barriga murcha! Foi interessante. Depois a percepção de fome ia se dissipando.

 

Engraçado: a sensação de estômago vazio não se acumula. Não faz muita diferença em relação a um jejum normal de 12 horas, por exemplo. Para mim, o maior incômodo físico foi na boca, não no estômago. O paladar vai ficando amargo em função das toxinas eliminadas. Por isso precisei beber um pouco de água em alguns momentos e escovar bastante os dentes também.

 

Consegui dormir bem! A fome não atrapalhou o sono, como imaginei que fosse acontecer. A gente imagina tanta coisa...

 

O fato, minha gente, é que sobrevivi e estou aqui para contar sobre essa experiência nova que veio para ficar na minha vida.

 

Existem muitas técnicas de jejum. O jejum intermitente de 16h/8h está “na moda”. Gosto dele e consigo fazer na rotina normal. Já ajuda muito nosso corpo a se limpar.

 

Minha mãe também encarou o desafio do Ekádashii e se saiu melhor do que eu! Conseguiu ficar até sem água. Cada corpo e cada mente são únicos. Temos que entender o que funciona para nós e ir aos poucos. O negócio é não ficarmos estagnados nem apegados a crenças ultrapassadas.

 

Jejum é saúde!

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